Entre nós dois existia essa coisa boa que era uma mistura de cheiro de café fresco e silêncios confortáveis. Entre nós eram assuntos pesados tornando-se leves tamanha a capacidade de rir de tudo que a gente tem. Eu aguardava chegar alguém que soubesse ler o meu manual. Aguardava chegar alguém que falasse a minha lingua e compreendesse a minha alma. Você atirou meu manual pela janela e sequer usou as palavras pra levar a minha alma pra esse lugar pacífico. 

Quem disse que a paz é inimiga do caos? 
No mundo dos loucos, eles são amantes.
A calma na minha alma me pertence
Assim como eu decido o início e o fim das minhas tempestades.
Ás vezes gosto de assistir o amor bonito deles
E pensar se essa fusão também sente
Do jeito que eu sinto segurar na tua mão.
Ás vezes meu peito quer soltar de você
Sair procurando lugares que eu nunca vi
Mas que na minha cabeça são bonitos que nem pintura
Lugares pra te guardar
Lugares pra nos esconder
O mundo real era tão complicado.
Fui pra um lugar onde o sol batia mansinho e meu abrigo era um par de braços brancos.
Onde a cria dos outros corria faceira e nada abalava a estrutura de nós.

Mas a calma na minha alma me disse pra segurar
As cores infinitas do teu olho me disseram pra ficar aqui
O tempo no futuro me empurrou de volta pro teu lado
Ele disse que ouviu a sua oração.
Seus olhos me diziam o que eu não entendia dos teus conselhos
Até as suas risadas tontas calavam os meus trovões.
Você ta vivo? Eu perguntava.
E você ria: Não.
Você é um sonho? Eu perguntava.
Você dizia: Somos nós.
Vamos fumar um cigarro? Tomar um café? Compartilhar o silêncio? Manter a postura? Beijar? Vamos na esquina ver o tamanho do mundo? Vamos plantar um pé de fruta no quintal de casa? Ser nós mesmos, falar mal dos outros, rir de ninguém?

A tua calma abraçava a minha alma.
Fruta doce? Você perguntava e sorria.


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