Eu já li alguns artigos de Psicossomatica falando sobre as raízes emocionais das doenças. Alguns dizem que a leucemia deriva do ressentimento por não conseguir manter a integridade. Outros, não tão sérios, culpam a frustração por não conseguir sustentar decisões como causa da gengivite (!). Não cheguei a fazer pesquisas à fundo pra comprovar a validade desses estudos, de onde eles vieram e tal. Mas eu sei que ambas as coisas são reais. Tanto as emoções quanto as doenças. E se elas estão de alguma maneira ligadas (preciso dizer que sou mais propensa a acreditar que sim), esta tem sido uma das minhas maiores preocupações.
Hoje com a chegada das redes sociais, a gente meio que criou uma expansão absurda sobre certas filosofias que apesar de ouvi-las repetidas vezes, estamos tão acostumados a todas elas que paramos de questionar a sua veracidade. Quem nunca compartilhou no facebook uma frase com algo do tipo “Seja forte!”, ou “Sorria não importa o que houver”?
Alguns desses conselhos foram impressos em nossa educação pelos nossos pais, desde a epoca em que não existia uma ferramenta pra repassar imagens e frases pra trocentas pessoas ao mesmo tempo. Valores sobre o seu orgulho, sua imagem, sua integridade, milhares de conselhos sobre como proteger isso tudo na selvagem selva feita de pessoas, essa mesma: a vida.
Há algumas semanas atrás eu resolvi questionar esses conselhos. Porque eu deveria ser forte? O que significa, de fato, ser forte? Onde está escrito que é errado chorar? Do que eu estou me protegendo ao não dar o próximo passo? Quais são os ganhos, e as perdas? E sobretudo, a quem isso realmente importa além de mim mesma?
De tanto pensar eu cheguei à algumas singelas conclusões (singelas porque nada garante que eu esteja certa): Existem duas formas para se viver. A primeira é protegendo-se, a segunda é vivendo. Quem se protege também vive, se relaciona, erra, cai, chora, sorri. Mas acaba tendo que fazer isso de duas formas: uma pra agradar a sociedade, outra pra si mesmo. E eu decidi que esse seria um fardo pesado demais.  Não estou infeliz com a minha escolha, e duvido muito que outras pessoas que fizeram escolhas opostas possam dizer o mesmo. (Elas dirão, mas não com a mesma convicção).
Quando você se sentir apertado, oprimido, dolorido, faça esse favor pra você: chore. Talvez não seja mesmo seguro fazer isso na frente de qualquer pessoa, veja que eu não estou te aconselhando a confiar no mundo inteiro. Apenas faça o que precisa ser feito. O livre arbítrio também garante o direito de direcionar suas forças pro que quer que te faça bem e isso, como diria Augusto Cury, é ser autor da própria historia. Não viva mentindo pra si mesmo, não viva suportando incômodos ou convivendo com fantasmas! Talvez isso garanta alguns troféus durante a vida. Talvez no final você tenha bons resultados e alcance o que sempre desejou. Mas eu vejo como um erro acreditar que esse é o único preço a ser pago: tempos difíceis. 
Eles virão, e vão tentar tirar de você o direito que você tem de sentir o que realmente sente e dizer o que realmente pensa. Vão levar a sua saúde, suas noites de sono, vão te roubar algumas lagrimas e no final... no final sweetheart... O universo vai continuar pertencendo a todos nós: os que vivem, e os que protegem-se.

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