Sabe quando você está com tanta raiva que não consegue enxergar nada ao seu redor? Quando esse sentimento se torna tão forte que você não tem vontade de fazer nada pra mudar? Como se a raiva fosse muito mais forte que você? Eu andei pesquisando sobre a raiva. Cientificamente, a raiva se parece com o medo: é uma reação física natural que o seu organismo emite para se proteger, tipo “Corre ou ataca”. O ponto mais interessante da minha pesquisa foi saber que os especialistas definiram que a raiva é um processo que começa na mente, no seu dialógo consigo mesmo. É a forma como você processa no pensamento alguma agressão que você sofreu. Também descobri que a raiva aumenta por si mesma: um pensamento influenciado por ela desencadeia uma série de reações que vão influenciar novos pensamentos destrutivos, fazendo com que a sua raiva aumente.
E o que fazer com isso tudo? As pesquisas dizem que dois comportamentos diante da raiva são negativos (e perigosos): Engolir e Explodir. De fato, a gente está cansado de saber que agir no ápice da raiva só dificulta uma situação, e na maioria das vezes, faz você perder completamente a razão em consequência das suas atitudes violentas, pessoas explosivas sempre pagam mais caro que o preço real de determinado problema. Mas ao que parece, engolir a raiva também não é uma boa saída. A longo prazo isso pode causar morte prematura, depressão e hipertensão, e também está entre as maiores causas de infarto conhecidas. Saber disso me deixou bastante preocupada porque eu sempre faço a boa samaritana que “implode” os problemas e releva tudo. Aliás ultimamente eu percebi que isso pode estar afetando a minha saúde. O problema é que eu sempre tento evitar reclamações e diálogos, mas vou estocando incômodos. Chega um momento, que tudo o que está guardado fica tão sufocante, que eu acabo tendo reações exageradas à determinados problemas. Como se a cada 10 pequenas “implosões” eu explodisse a raiva no primeiro coitado que me atravessar, sem pensar.
Mas então, como agir da maneira certa? Pesquisando um pouco, a maioria dos profissionais em saúde e psicologia indica procurar usar esse sentimento de maneira produtiva. Esse processo precisa começar primeiro na mente: procurando construir pensamentos que possam ajudar a encontrar alternativas contra a agressão sofrida. Conversar, expor ao agressor a forma como você se sente diante de determinada atitude está em quase todos os artigos sobre a raiva que eu pesquisei. Só que aí é onde mora o X da questão: E quando o “agressor” não se importa? Você pode estar com raiva de alguém que não dá a mínima pra como você se sente ou que ainda, acredita não estar cometendo um erro contra você. Como agir quando a sua raiva é um problema só seu? Os artigos que eu pesquisei listam dezenas de atitudes a serem tomadas diante disso que vão desde “Contar até 10” até “Fazer terapia”, mas pensando no assunto, eu decidi algumas posturas que eu quero tomar diante desses problemas.
Já que o seu “agressor” não está sendo afetado por aquilo que você acredita estar errado, porque se deixar afetar? Quanto mais você pensa no mal que o outro te fez, mas tempo está perdendo em encontrar soluções pra o que ficou errado. A maior defesa que nós temos é estar bem, de pé, em busca de ser feliz. Quebrar os próprios paradigmas e não se importar com os que as outras pessoas constroem sobre você. O dialógo é uma ótima ferramenta, mas infelizmente não funciona com todo mundo, poupe-se de pessoas que não conseguem conversar sem influência de milhares de emoções. Procure organizar a forma como você pensa e logo, terá mais controle sobre as suas ações. Gratidão e otimismo também fazem parte do processo para se livrar de todos os malefícios que a raiva traz.
Aos poucos, eu acredito que vou aprender a lidar melhor com esse sentimento e fazer dele uma ponte pra novos caminhos... 

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